Tava impedido? Oi?
Eu não consigo entender o fanatismo por um time. Leia-se: o fanatismo, não a paixão. Paixão eu entendo... por pessoas e sapatos. Então deve existir paixão por um time também, embora essa eu ainda não tenha experimentado.
Agora, o fanatismo. Daquele que acaba com o seu humor, estraga seu dia, te faz agir feito um símio (e não digo em relação à memória) com as outras pessoas. Desculpe, não entendo e não aceito mesmo.
Eu sou são-paulina. Se acompanho jogos? Raramente. Mal conheço os jogadores. Toda a minha família é são-paulina e fazíamos festa a cada vitória, sempre nos reuníamos para ver os jogos. Depois que meu avô adoeceu esses rituais acabaram, mas eu fiquei com boas lembranças. Logo, os meus motivos de ser são-paulina são a influência da minha família e a boa fase que o time têm atravessado daquela época para cá.
Um dos meus tios é corintiano, casado com a irmã da minha mãe. Minha prima, que nunca se entendeu com a mãe, saiu corintiana também. Até aí, beleza... se não fosse o show de ofensas pro lado dos não-corintianos. Talvez daí tenha surgido a péssima impressão que eu tenho do time. Sim, existem corintianos muito, muito bacanas... não acho que a Gaviões todo seja composta por homens das cavernas. Mas uma coisa que eu sempre observei mais forte na torcida do Corinthians que na dos outros times é o fanatismo. Ruim, agressivo. E isso me incomoda muito.
Aqui do meu lado trabalha um senhor muito bacana. Conversamos muito, ele me dá dicas de bares e compra de ações, eu falo sobre as cervejas que eu gosto e fundos de investimento, e a gente se entende muito bem. Ele é corintiano, e roxo. Na sexta, conversamos sobre futebol, e como o pessoal sempre pega no pé dele, eu perguntei se eu alguma vez havia falado algo que ele não gostou, que é brincadeira, que eu não ligo pra esse lance de avacalhações por conta de futebol e tal, e que nunca tive intenção de ofende-lo de nenhuma forma. Ele, muito ponderado, disse que também era brincadeira o que ele falava e assim ficamos.
Até segunda.
Ontem ele chegou aqui sem falar com ninguém. Não deu bom-dia. Gritava com o subordinado dele (um japonês simpaticíssimo, daqueles que fala baixinho, impossível de não se gostar) pra todo mundo ouvir, ficou constrangedor pra todo o departamento. Bate o telefone, grita palavrões o tempo todo, destrata quem pede uma informação. Eu tomo sustos toda hora com os berros. Ah, e nem olha na minha cara. E eu juro pra vocês que não embaranguei terrivelmente em um fim-de-semana.
Enfim, isso me irrita. Na minha opinião, futebol é diversão, só isso (claro, quando não é narrado pelo Galvão Bueno). Jogo bom é jogo cheio de gols e craques, daqueles que te deixam em suspense do começo ao fim, pouco importando quais times estão em campo. Aquele jogo que você vê com teus amigos, tomando cerveja e comendo podritos. Não é um negócio que te faz passar dias irritado e descontando a inabilidade do seu time, que não tem nada a ver com você, nas pessoas que convivem contigo (que também não têm nenhuma culpa se o seu time perdeu).
Mas enfim, essas são só as impressões de uma leiga no assunto, mulherzinha e que ainda não entende muito bem o que é impedimento.
Agora, o fanatismo. Daquele que acaba com o seu humor, estraga seu dia, te faz agir feito um símio (e não digo em relação à memória) com as outras pessoas. Desculpe, não entendo e não aceito mesmo.
Eu sou são-paulina. Se acompanho jogos? Raramente. Mal conheço os jogadores. Toda a minha família é são-paulina e fazíamos festa a cada vitória, sempre nos reuníamos para ver os jogos. Depois que meu avô adoeceu esses rituais acabaram, mas eu fiquei com boas lembranças. Logo, os meus motivos de ser são-paulina são a influência da minha família e a boa fase que o time têm atravessado daquela época para cá.
Um dos meus tios é corintiano, casado com a irmã da minha mãe. Minha prima, que nunca se entendeu com a mãe, saiu corintiana também. Até aí, beleza... se não fosse o show de ofensas pro lado dos não-corintianos. Talvez daí tenha surgido a péssima impressão que eu tenho do time. Sim, existem corintianos muito, muito bacanas... não acho que a Gaviões todo seja composta por homens das cavernas. Mas uma coisa que eu sempre observei mais forte na torcida do Corinthians que na dos outros times é o fanatismo. Ruim, agressivo. E isso me incomoda muito.
Aqui do meu lado trabalha um senhor muito bacana. Conversamos muito, ele me dá dicas de bares e compra de ações, eu falo sobre as cervejas que eu gosto e fundos de investimento, e a gente se entende muito bem. Ele é corintiano, e roxo. Na sexta, conversamos sobre futebol, e como o pessoal sempre pega no pé dele, eu perguntei se eu alguma vez havia falado algo que ele não gostou, que é brincadeira, que eu não ligo pra esse lance de avacalhações por conta de futebol e tal, e que nunca tive intenção de ofende-lo de nenhuma forma. Ele, muito ponderado, disse que também era brincadeira o que ele falava e assim ficamos.
Até segunda.
Ontem ele chegou aqui sem falar com ninguém. Não deu bom-dia. Gritava com o subordinado dele (um japonês simpaticíssimo, daqueles que fala baixinho, impossível de não se gostar) pra todo mundo ouvir, ficou constrangedor pra todo o departamento. Bate o telefone, grita palavrões o tempo todo, destrata quem pede uma informação. Eu tomo sustos toda hora com os berros. Ah, e nem olha na minha cara. E eu juro pra vocês que não embaranguei terrivelmente em um fim-de-semana.
Enfim, isso me irrita. Na minha opinião, futebol é diversão, só isso (claro, quando não é narrado pelo Galvão Bueno). Jogo bom é jogo cheio de gols e craques, daqueles que te deixam em suspense do começo ao fim, pouco importando quais times estão em campo. Aquele jogo que você vê com teus amigos, tomando cerveja e comendo podritos. Não é um negócio que te faz passar dias irritado e descontando a inabilidade do seu time, que não tem nada a ver com você, nas pessoas que convivem contigo (que também não têm nenhuma culpa se o seu time perdeu).
Mas enfim, essas são só as impressões de uma leiga no assunto, mulherzinha e que ainda não entende muito bem o que é impedimento.




